domingo, 30 de junho de 2013

São João na Fazenda do Tao

São João lembra a Infância no Sítio Mimosinho, em Garanhuns.
As comidas de milho, os fogos, a fogueira, o forró, a quadrilha...
Lembro quando fui a noiva, minha mãe fez um vestidode noiva com véu, o cortejo saiu de outro sítio, num carro de boi, com arcos de folha de coqueiro...

É festa religiosa, mas no meu coração é festança, alegria,
a melhor festa dos matutos!
Sou matuta!

Meu casamento matuto - Sítio Mimosinho, junho de 1972






































Crianças, vida, sorrisos, boa comida, mato, família, amigos,
amor, um xumbrego no forró, um cheiro, cheiro de lenha!














domingo, 16 de junho de 2013

Viva os Santos e o forró

Encontrar o grande amor, no forró em pleno dia de Santo Antônio, sem pedir ao Santo, é alegria demais!
Assim nos encontramos em 13 de junho de 1997 no forró da Fundação Joaquim Nabuco, o que parecia um flerte, virou cumplicidade, alegria, afinidade, Amor!

Compartilhamos, sempre, esse amor com a família e amigos! 













quinta-feira, 13 de junho de 2013

Viva o Amor!

Nos encontramos numa noite de Santo Antônio no forró da Fundação...

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Festejos juninos

Preparativos na Fazenda do Tao

Lenha de árvores caídas ou podadas para a fogueira de São João

cogumelos ou frieiras

Clóvis conferindo o milho para o São João

Milho verdinho para assar

Arroz para secar

Começando a colheita do arroz

Detalhes dos ingredientes para o Quentão orgânico de Clóvis

Um bucadinho de cachaça, um pouquinho mais

suco de limão galego

espreme limão, mais espreme

72 limões

Balão vai surgindo

Estandarde de São João do Carneirinho

Esquenta para tirar o mofo

Sol para esquentar

Um chazinho antes das andanças pelo mato

Coleita do jeijão verde-preto e gengibre

debulhando feijão verde-preto

domingo, 26 de maio de 2013

Janela de Olinda

 

OLINDA
 
"De limpeza e claridade
é a paisagem defronte.
Tão limpa que se dissolve
A linha do horizonte.

As paisagens muito claras
Não são paisagens, são lentes.
São íris, sol, aguaverde
Ou claridade somente.

Olinda é só para os olhos,
Não se apalpa, é só desejo.
Ninguém diz: é lá que eu moro
Diz somente: é lá que eu vejo.


Tão verdágua e não se sabe
A não ser quando se sai.
Não porque antes se visse,
Mas porque não se vê mais.

As claras paisagens dormem
No olhar, quando em existência.
Diluídas, evaporadas,
Só se reúnem na ausência.

Limpeza tal só imagino
Que possa haver nas vivendas
Das aves, nas áreas altas,
Muito além do além das lendas.

Os acidentes, na luz,
Não são, existem por ela.
Não há nem pontos ao menos,
Nem há mar, nem céu, nem velas.

Quando a luz é muito intensa
É quando mais frágil é;
Planície, que de tão plana
Parecesse em pé."

PENA FILHO, Carlos (1983)
 

 

 

 

 

 

Abro a janela da cozinha, neste domingo de sol e chuva e tenho esse deslumbramento: lembrei da poesia "Olinda" de Carlos Pena Filho, só com uma ressalva: é lá que moro.